Falta de alianças pode fazer com que Michelle participe da escolha de vice no PL
A dificuldade do PL para fechar alianças nacionais abriu espaço para um movimento que ganhou força na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ): transformar a escolha da candidata a vice em um gesto político para Michelle Bolsonaro. Diante da possibilidade crescente de uma chapa formada apenas por filiados da legenda, dirigentes passaram a defender que a ex-primeira-dama participe da definição do nome. Ao mesmo tempo, Michelle passou a atuar para defender a indicação da vereadora Priscila Costa (PL-CE), sua aliada.
A estratégia ganhou força porque auxiliares consideram Michelle o principal ativo do bolsonarismo para reduzir a resistência a Flávio entre as mulheres, segmento em que o candidato apresenta seu pior desempenho. Pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira mostra que, em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o petista tem 50% das intenções de voto entre as eleitoras, contra 40% do senador. Entre os homens, o quadro se inverte: Flávio aparece numericamente à frente, com 46%, ante 45% de Lula.
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A avaliação da campanha é que dar peso político a Michelle na montagem da chapa ajudaria a mantê-la diretamente vinculada à candidatura, mesmo que ela não consiga repetir a intensa agenda de viagens que cumpriu em 2022. Interlocutores afirmam que a ex-primeira-dama deverá concentrar sua atuação nas redes sociais e em compromissos considerados prioritários para conciliar a eleição com os cuidados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.