<p>O Ibovespa encerrou a terça-feira (21) praticamente estável, em mais um pregão marcado pelo baixo volume de negócios. O índice acompanhou a tensão nos mercados internacionais diante dos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, enquanto investidores também aguardaram a divulgação do relatório de produção do segundo trimestre da Vale.</p>
<p>O principal índice da bolsa brasileira fechou com queda de <strong>0,03%</strong>, aos <strong>173.325,65 pontos</strong>. Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre a mínima de <strong>172.218,88 pontos</strong> e a máxima de <strong>173.719,50 pontos</strong>.</p>
<blockquote> <p>O volume financeiro do pregão foi de <strong>R$ 17,9 bilhões</strong>, abaixo da média diária de <strong>R$ 33,7 bilhões</strong> registrada em 2026.</p> </blockquote>
<h2>O que movimentou o mercado?</h2>
<p>O cenário geopolítico voltou a concentrar a atenção dos investidores. Durante a madrugada, forças norte-americanas bombardearam alvos no sul e no oeste do Irã, enquanto Teerã atacou instalações dos Estados Unidos no Barein, no Kuwait e na Jordânia. Pelo menos um petroleiro também foi atingido no Estreito de Ormuz.</p>
<p>Ao longo do dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país atacaria "muito em breve" a região da Montanha Pickaxe, localizada próxima à instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, no Irã.</p>
<p>Ao mesmo tempo, uma autoridade iraniana havia informado à Reuters na segunda-feira que Teerã recebeu uma proposta dos mediadores para um cessar-fogo de 10 dias.</p>
<h2>Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio</h2>
<p>A falta de definição sobre o conflito voltou a pressionar os mercados de petróleo. Os contratos futuros do Brent subiram cerca de <strong>2%</strong>, encerrando a sessão a <strong>US$ 91,01 por barril</strong>.</p>
<p>A evolução do conflito permanece como um dos principais fatores para acompanhar no mercado de energia, especialmente diante dos riscos relacionados ao transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.</p>
<h2>Mercados internacionais</h2>
<p>Em Nova York, as bolsas encerraram o dia em alta firme. A recuperação das ações do setor de chips ajudou a reduzir a atenção dos investidores sobre as tensões no Oriente Médio e as disputas tarifárias.</p>
<table> <thead> <tr> <th>Indicador</th> <th>Variação</th> </tr> </thead> <tbody> <tr> <td>Ibovespa</td> <td><strong>-0,03%</strong></td> </tr> <tr> <td>S&P 500</td> <td><strong>+0,88%</strong></td> </tr> <tr> <td>Petróleo Brent</td> <td><strong>US$ 91,01</strong> por barril</td> </tr> <tr> <td>Volume financeiro do Ibovespa</td> <td><strong>R$ 17,9 bilhões</strong></td> </tr> <tr> <td>Média diária de volume em 2026</td> <td><strong>R$ 33,7 bilhões</strong></td> </tr> </tbody> </table>
<h2>Destaques do Ibovespa</h2>
<h3>Petrobras acompanha alta do petróleo</h3>
<p>As ações da Petrobras avançaram em linha com a valorização do petróleo no mercado internacional. As ações preferenciais subiram <strong>1,24%</strong>, enquanto as ordinárias avançaram <strong>1,43%</strong>.</p>
<h3>Vale antes do relatório de produção</h3>
<p>As ações ordinárias da Vale subiram <strong>0,43%</strong> antes da divulgação do relatório de produção do segundo trimestre, previsto para depois do encerramento das negociações.</p>
<p>Na China, o contrato de minério de ferro para setembro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian caiu <strong>1,12%</strong>, para <strong>US$ 110,74</strong>.</p>
<h3>Bancos têm sessão positiva</h3>
<p>Entre os grandes bancos, Itaú Unibanco PN subiu <strong>0,54%</strong>, Bradesco PN avançou <strong>0,76%</strong> e Santander Brasil Unit ganhou <strong>0,74%</strong>. O Banco do Brasil ON teve alta de <strong>3,52%</strong>.</p>
<h3>Marfrig lidera ganhos</h3>
<p>A Marfrig ON disparou <strong>4,06%</strong>, liderando as altas do Ibovespa. A companhia informou que seu conselho de administração aprovou o cancelamento de <strong>21,4 milhões de ações ordinárias</strong> mantidas em tesouraria, sem redução do valor do capital social.</p>
<h3>Hypera lidera perdas</h3>
<p>A Hypera ON caiu <strong>5,51%</strong>, registrando a maior queda do Ibovespa. As ações ligadas ao setor de saúde também tiveram desempenho negativo, com a RD recuando <strong>3%</strong>.</p>
<p>O movimento ocorreu após a sanção, na segunda-feira, da lei que institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). Segundo nota publicada pelo Ministério da Saúde, a estratégia busca utilizar o poder de compra do SUS para reduzir a dependência externa do Brasil em medicamentos, vacinas e dispositivos médicos, além de fortalecer laboratórios públicos e ampliar o acesso da população a tecnologias estratégicas de saúde.</p>
<h3>Embraer recua apesar de novos acordos</h3>
<p>A Embraer ON caiu <strong>0,77%</strong>. A companhia anunciou acordos com empresas do setor, incluindo um contrato com o Grupo Abra para adquirir até <strong>45 aeronaves E195-E2</strong> e outro com a Azorra para até <strong>30 E-Freighters</strong>.</p>
<h2>O que acompanhar agora?</h2>
<ul> <li>Evolução do conflito entre Estados Unidos e Irã.</li> <li>Comportamento dos preços do petróleo e possíveis impactos sobre as ações da Petrobras.</li> <li>Movimentação do minério de ferro e seus efeitos sobre a Vale.</li> <li>Divulgação do relatório de produção do segundo trimestre da Vale.</li> <li>Temporada de resultados das grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos.</li> <li>Novas sinalizações sobre os investimentos em inteligência artificial.</li> <li>Evolução das disputas tarifárias no cenário internacional.</li> </ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O Ibovespa encerrou o pregão praticamente estável, refletindo um ambiente de cautela e baixo volume de negociações. Enquanto as tensões entre Estados Unidos e Irã sustentaram a alta do petróleo, fatores corporativos específicos ajudaram a definir o desempenho das ações brasileiras.</p>
<p>Para os próximos dias, o mercado deve continuar acompanhando principalmente os desdobramentos geopolíticos e seus efeitos sobre as commodities, além da temporada de resultados e das novas informações sobre empresas relevantes para o Ibovespa.</p>