Shell registra maior lucro trimestral em quatro anos com alta do petróleo impulsionada pela guerra no Irã
A Shell, gigante britânica do setor de energia, reportou nesta quinta-feira (30) um lucro no segundo trimestre acima do esperado, impulsionado pela disparada dos preços do petróleo e gás em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio.
A petroleira registrou lucro ajustado de US$ 9,84 bilhões entre abril e junho, superando com folga as expectativas dos analistas, que projetavam US$ 8,79 bilhões, segundo consenso compilado pela LSEG. Uma projeção fornecida pela própria empresa apontava para lucro de US$ 8,92 bilhões no período.
O resultado representa o maior lucro trimestral da Shell desde o segundo trimestre de 2022, quando a companhia reportou ganhos de US$ 11,47 bilhões em meio à disparada dos preços de petróleo e gás após a invasão russa à Ucrânia. Para efeito de comparação, a Shell registrou lucro de US$ 4,26 bilhões no mesmo período do ano anterior e US$ 6,92 bilhões nos primeiros três meses de 2026.
A companhia informou que manterá o ritmo de seu programa de recompra de ações em US$ 3 bilhões ao longo do próximo trimestre, sinalizando confiança na geração de caixa futura.
Contexto geopolítico
O resultado expressivo ocorre em um momento em que as principais empresas de energia do mundo são beneficiadas pela escalada dos preços dos combustíveis fósseis em razão da guerra no Irã. Os Estados Unidos lançaram na quarta-feira seu primeiro ataque aéreo no Oriente Médio desde a pausa na campanha de bombardeios na semana passada. O Comando Central dos EUA descreveu os ataques como uma "resposta poderosa" às tentativas iranianas de atacar forças americanas na região.
As ações da Shell listadas em Londres acumulam alta de aproximadamente 21% no ano, embora a empresa ainda apresente desempenho inferior ao de suas concorrentes BP, TotalEnergies, Exxon Mobil e Chevron no acumulado de 2026.